Não vou mais cantar canções
com minha voz rouca e ferina
Não vou de novo acreditar
num olhar para guiar a minha vida
Não quero mais matar minha sede de você
Em tantos lábios que confundam meu prazer
Tudo que quero é sentir falta de você
E embriagada deste veneno vou viver
Você diz que é a mesma historia,
mas eu afirmo, são outros os meus versos
Do que falo agora?
Desta dor que trago
nesta vida breve
Deste amor que levo
nos meus lábios em febre
Se a dor chegar não vou fingir
Quero me entregar, quero ruir
Quero estar em chamas
Quero ascender...
Não vou mais cantar canções
Embriagada vou viver
Pois são outros os meus versos
Eles, estão em chamas
E meus lábios, em febre!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Mandela
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele,
por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender; e,
se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Mandela
por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender; e,
se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Mandela
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Mandsela;frase
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
RECOMEÇO
Por quantas vidas você passa
e em quantas permanece?
Vejo a vida cíclica girando,
completando sua trajetória, me angustio...
Seremos nada além de histórias que se repetem?
Fadados ao esquecimento?
Quem sente saudades
de quem sente saudades
de quem sente saudades?
Curvados, como pontos de interrogação,
Maquiagens passamos,
passamos cremes e,
colocamos fios por sob a pele, como os de fantoches...
Mesmo assim, o tempo passa. Avassalador...
E quando acredito que nada faz sentido,
Quando me pergunto o que vale a pena,
Enfio, inconformada, as mãos ao fundo da alma;
tiro de alguns de seus infinitos bolsos, pequenas lembranças...
E elas são tão leves, que flutuam.
Pairam, como pequenas borboletas coloridas,
bailando levemente em frente aos meus olhos emocionados.
Tento, com a ponta dos dedos, tocar as lembranças,
mas elas se esvaem docemente
deixando o cheiro de saudades.
Então, outras se formam, se entrelaçam,
se completam
Enquanto eu pacifico observador, me encanto.
E descubro, de repente, o sentido
de toda a vida
de toda morte
e em quantas permanece?
Vejo a vida cíclica girando,
completando sua trajetória, me angustio...
Seremos nada além de histórias que se repetem?
Fadados ao esquecimento?
Quem sente saudades
de quem sente saudades
de quem sente saudades?
Curvados, como pontos de interrogação,
Maquiagens passamos,
passamos cremes e,
colocamos fios por sob a pele, como os de fantoches...
Mesmo assim, o tempo passa. Avassalador...
E quando acredito que nada faz sentido,
Quando me pergunto o que vale a pena,
Enfio, inconformada, as mãos ao fundo da alma;
tiro de alguns de seus infinitos bolsos, pequenas lembranças...
E elas são tão leves, que flutuam.
Pairam, como pequenas borboletas coloridas,
bailando levemente em frente aos meus olhos emocionados.
Tento, com a ponta dos dedos, tocar as lembranças,
mas elas se esvaem docemente
deixando o cheiro de saudades.
Então, outras se formam, se entrelaçam,
se completam
Enquanto eu pacifico observador, me encanto.
E descubro, de repente, o sentido
de toda a vida
de toda morte
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recomeço;poesia
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O SOPRO
Uma pequena e redonda mesa de madeira escura
Uma taça fina e uma garrafa de vinho tinto
pela metade.
Dedos brincando com os objetos perdidos sobre a mesa,
com a borda da toalha suja,
com as letras apagadas impressas no guardanapo de papel.
Meus olhos vagando.
Inúteis... Cansados...
E esta carcaça, que carrego penosamente,
apoiada sobre os quatro pés de uma árvore morta:
pende, reclina, ofega...
Em frente a mim
uma senhora sombria me encara
ouço sua voz
vazia e tenebrosa .
Sua voz – como um canto perdido de sereia-
me embriaga, mais que o vinho.
Mais que este, me incendeia...
Velha companheira de minhas noites mal dormidas
Amiga amante, do poeta, do andarilho...
Estilhaço-me nos seus esquálidos braços
e enquanto uma parte de mim
se agarra histérica a uma espécie de conceito
que chama de vida
A maior parte, lúcida e embolorada,
extasia-se em sua excitante
morbidade...
Uma taça fina e uma garrafa de vinho tinto
pela metade.
Dedos brincando com os objetos perdidos sobre a mesa,
com a borda da toalha suja,
com as letras apagadas impressas no guardanapo de papel.
Meus olhos vagando.
Inúteis... Cansados...
E esta carcaça, que carrego penosamente,
apoiada sobre os quatro pés de uma árvore morta:
pende, reclina, ofega...
Em frente a mim
uma senhora sombria me encara
ouço sua voz
vazia e tenebrosa .
Sua voz – como um canto perdido de sereia-
me embriaga, mais que o vinho.
Mais que este, me incendeia...
Velha companheira de minhas noites mal dormidas
Amiga amante, do poeta, do andarilho...
Estilhaço-me nos seus esquálidos braços
e enquanto uma parte de mim
se agarra histérica a uma espécie de conceito
que chama de vida
A maior parte, lúcida e embolorada,
extasia-se em sua excitante
morbidade...
terça-feira, 14 de julho de 2009
boas ações não vendem
Quando assistimos aos telejornais, vemos muitas desgraças. O mundo parece aterrorizante, visto por certas mídias. E creio que a maldade é um instinto humano, do qual sempre tentamos nos afastar, pensamos estar afastados, mas que nos persegue constantemente e, muitas vezes, se mostra nesta apatia que temos diante da vida.
O que me levou a refletir sobre este bombardeio de coisas ruins foi um documentário (raro na mídia) que vi certa vez, ele mostrava outro lado.
Ele apresentava pessoas que se dedicam ao bem comum, que deixam seu conforto de lado e são felizes buscando o bem do próximo.
Lembro-me que o repórter perguntou para uma destas pessoas porque elas não estavam todos os dias no noticiário, por que, apesar de existirem tantas boas ações, boas pessoas, nós só tínhamos acesso ao lado negativo da história. E ela respondeu: “boas ações não vendem, as pessoas gostam de comprar violência”.
Às vezes penso sobre isso... penso muito. Pulamos de uma tragédia a outra, mas nunca colocamos a mão na massa para mudar nosso pedacinho. Nunca temos tempo para fazer a nossa parte.
Muito mais fácil colocarmos toda responsabilidade em autoridades e não praticarmos a verdadeira e perene cidadania.
Um exemplo: vi uma porção de gente reclamando que a prefeitura não limpava uma área verde do seu bairro quando os próprios moradores do bairro eram os responsáveis por jogar todo entulho naquele local.
Não estou cá, redimindo o poder público de sua responsabilidade, pelo contrário.
Tudo o que faço é uma reflexão a respeito dos meus atos, como ser humano, parte de uma sociedade.
O fato é que existem pessoas que querem mudar. Que são incansáveis nesta batalha diária pela transformação, por algo melhor. Porém, muitas vezes, esta boa vontade se esbarra na pasmaceira do sistema, na pouca vontade de pessoas que deveriam estar ali para ajudar, mas não o fazem, pois perderam o idealismo ao longo da vida. Sobrevivem apenas, não vivem. Seguem, sem eira nem beira, um falso moralismo, um conformismo que dita: “as coisas sempre foram assim, pra que mudar?”
Eu sei, eu sei “não podemos mudar o mundo” me dirão estes incrédulos. O mundo a gente não pode mudar sozinho. “Um só galo não tece a manhã, ele precisa de outros galos”. Mas nós podemos mudar a nós mesmos. Nós podemos decidir fazer um pouco mais a cada dia. Nós podemos desligar a TV de vez em quando e arregaçar as mangas...
O que me levou a refletir sobre este bombardeio de coisas ruins foi um documentário (raro na mídia) que vi certa vez, ele mostrava outro lado.
Ele apresentava pessoas que se dedicam ao bem comum, que deixam seu conforto de lado e são felizes buscando o bem do próximo.
Lembro-me que o repórter perguntou para uma destas pessoas porque elas não estavam todos os dias no noticiário, por que, apesar de existirem tantas boas ações, boas pessoas, nós só tínhamos acesso ao lado negativo da história. E ela respondeu: “boas ações não vendem, as pessoas gostam de comprar violência”.
Às vezes penso sobre isso... penso muito. Pulamos de uma tragédia a outra, mas nunca colocamos a mão na massa para mudar nosso pedacinho. Nunca temos tempo para fazer a nossa parte.
Muito mais fácil colocarmos toda responsabilidade em autoridades e não praticarmos a verdadeira e perene cidadania.
Um exemplo: vi uma porção de gente reclamando que a prefeitura não limpava uma área verde do seu bairro quando os próprios moradores do bairro eram os responsáveis por jogar todo entulho naquele local.
Não estou cá, redimindo o poder público de sua responsabilidade, pelo contrário.
Tudo o que faço é uma reflexão a respeito dos meus atos, como ser humano, parte de uma sociedade.
O fato é que existem pessoas que querem mudar. Que são incansáveis nesta batalha diária pela transformação, por algo melhor. Porém, muitas vezes, esta boa vontade se esbarra na pasmaceira do sistema, na pouca vontade de pessoas que deveriam estar ali para ajudar, mas não o fazem, pois perderam o idealismo ao longo da vida. Sobrevivem apenas, não vivem. Seguem, sem eira nem beira, um falso moralismo, um conformismo que dita: “as coisas sempre foram assim, pra que mudar?”
Eu sei, eu sei “não podemos mudar o mundo” me dirão estes incrédulos. O mundo a gente não pode mudar sozinho. “Um só galo não tece a manhã, ele precisa de outros galos”. Mas nós podemos mudar a nós mesmos. Nós podemos decidir fazer um pouco mais a cada dia. Nós podemos desligar a TV de vez em quando e arregaçar as mangas...
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
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